quarta-feira, 3 de junho de 2009

"Boas Vindas"

Olá...Muito prazer
Espero que àqueles que aqui possam vim a transitar, o façam de coração e mente abertos.
Acredito no direito da livre expressão e por tanto farei uso dele nesse espaço.
Desde já peço desculpas se qualquer comentário futuro vinher a ofender alguém, não é essa a intenção, pelo contrário...tudo que quero aqui é apenas puder expressar sentimentos e pensamentos interiores em busca de um bem maior...Conhecimento e Realização.
Espero que gostem...See Ya
Paz e Bem
Maa Salam
Pra inaugurar esse Blog escolhi um dos meus poemas favoritos, em homenagem a uma mulher guerreira que poucos ouviram falar, mas por quem me encantei desde menina, pela sua história e bravura .
O Poema foi escrito por seu esposo o então Inconfidente Inácio José de Alvarenga Peixoto, poeta e político brasileiro. Foi preso por participar da Inconfidência Mineira, e condenado ao degredo perpétuo na África. Era amigo de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, também poetas, igualmente inconfidentes e ambos condenados, na mesma sentença, ao degredo.

A Dona Bárbara Heliodora

Bárbara bela
Do Norte estrela,
Que o meu destinoSabes guiar,
De ti ausente
Triste somente
As horas passo
A suspirar.
Por entre as penhas
De incultas brenhas
Cansa-me a vista
De te buscar;
Porém não vejo
Mais que o desejo,
Sem esperança
De te encontrar.
Eu bem queria
A noite e o dia
Sempre contigo
Poder passar;
Mas orgulhosa
Sorte invejosa,
Desta fortuna
Me quer privar.
Tu, entre os braços,
Ternos abraços
Da filha amada
Podes gozar;
Priva-me a estrela
De ti e dela,
Busca dous modos
De me matar!

Sobre Bárbara Heliodora :
Nascida, Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, em São João Del Rei, Minas Gerais, em 1759. Primeira poeta brasileira, culta e revolucionária.Aos 20 anos se apaixonou pelo poeta Alvarenga Peixoto. Os dois viriam posteriormente participar da organização da inconfidência do país.O casamento durou 10 anos, período da produção poética de Eliodora. Em 1789, época da Conjugação, Alvarenga Peixoto foi preso e arrastado de São João Del Rei ao Rio de Janeiro, sendo levado para a fortaleza da Ilhas das Cobras e, depois, ele seria mandado para África, onde morreria. Foi durante, seu exílio que ele viria a escrever "Bárbara Bela".Após a prisão de Alvarenga Peixoto, Barbara Eliodora não mais escreveu, teve a metade dos seus bens confiscados e passou a ser discriminada por toda a sociedade da época. Viúva, passou a se dedicar à educação dos quatro filhos e à administração dos bens restantes. Em 1795 ela viria a sofrer outra perda, Maria Ifigênia, em decorrência de uma queda de cavalo falecia.O que viria a acarretar em sua "possível demência".Foi admitida da ordem 3a. do Carmo, de São João Del Rei e morreu em São Gonçalo do Sapucaí, aos 60 anos, vitima de tuberculose.Alguns escritores como Aureliano Leite, lutaram para resgatar a verdade de sua vida.Ele dizia que,"A uma louca e indigente não se dedicaram exéquias dessa pompa".